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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Batalha Espiritual - A Grande Guerra


Mais um longo, horrível dia de trabalho – e agora isto. O carro de alguém sofrera um superaquecimento e bloqueara uma das três pistas ainda disponíveis da estrada enquanto as outras estavam em obras. Sueli fervia de raiva. Como se não bastasse um dia absolutamente desastroso no serviço, agora ela tinha que agüentar isso. Ela iria se atrasar pelo menos uma hora para pegar o Zezinho na creche, e as despesas com o conserto do ar-condicionado não lhe deixaram dinheiro para jantar fora. Depois de um dia como esse, Sueli detestava ter que preparar o jantar quando chegasse em casa. Ela se sentia enjaulada. Não podia entender porque a vida não melhorava, agora que se tornara uma cristã verdadeira.

Nos últimos meses, parecia que tanta coisa tinha dado errado. Primeiro o carro precisou de uma troca de válvula, depois o Zezinho quebrou o braço de tal forma que precisou de cirurgia, e então o compressor do ar-condicionado pifou. Ela não podia crer no acúmulo de contas a pagar. Levaria pelo menos um ano, talvez dois, para ter todas essas contas pagas. E ela sabia que nesse ínterim, outros imprevistos haveriam de acontecer. Ela realmente precisava de algo que lhe levantasse o moral agora.

Enquanto esperava no tráfego, decidiu ligar o rádio; talvez isso ajudasse. Foi então que ela ouviu um anúncio de uma nova churrascaria recém-inaugurada. Enquanto pensava no assunto, ela pôs-se a sonhar em como seria bom poder pegar o Zezinho e ir até lá para um bom churrasco e uma deliciosa sobremesa. Ela sabia que não tinha como pagar esse tipo de refeição e deveria esquecer o assunto. Mas aquela voz insistente dentro dela dizia que ela merecia um bom jantar. Afinal, que diferença aquele dinheiro iria fazer no seu cartão de crédito? Ela merecia! Ela encararia o problema financeiro mais tarde.

Será que essa é uma resposta válida às pressões e circunstâncias da vida? Ou será que aquela voz interior é na verdade influência do sistema mundano? Como Sueli poderia evitar esse tipo de pensamento?

A Oração Pode Exorcizar Uma Cidade?

José e Maria haviam se convertido há apenas dois anos. Durante esse tempo, eles haviam se envolvido com sua igreja. Por vários meses, o pastor lhes ensinara a respeito de batalha espiritual, sobretudo oração. Uma das suas maiores ênfases era a de que Satanás e seus demônios exerciam controle sobre certos territórios, e que, em Miami (onde eles moravam), uma das razões pelas quais havia tanto tráfico de drogas, prostituição e violência era a opressão demoníaca sobre a cidade. Para que Miami fosse liberta do domínio desses demônios, os crentes teriam que se congregar em oração. Somente através da oração eficaz dos crentes, os santos anjos teriam o poder de alcançar vitória sobre os demônios e permitir que Miami experimentasse um reavivamento espiritual.

A série de conferências sobre batalha espiritual culminou com uma semana de vigília em oração. Os membros da igreja foram encorajados e desafiados a se unir em vigílias de seis ou dez horas, orando e jejuando continuamente. No fim da semana, palavras de profecia foram ditas na igreja, encorajando o povo de que suas orações tinham alcançado seu objetivo e muitos demônios haviam sido dispersados.

José e Maria viviam no setor colombiano de Miami, e muitos dos seus amigos e parentes estavam envolvidos na venda de drogas. José e Maria estavam animados porque essa libertação lhes daria oportunidade de testemunhar para seus familiares sem o impedimento de opressão satânica.

Quando suas palavras de testemunho encontraram a mesma conhecida hostilidade, eles não questionaram, mas esperaram com fé. No entanto, à medida que os dias se passaram, eles notaram pouca diferença no aspecto moral de Miami. O tráfico de drogas continuou, a imoralidade continuava correndo solta, e tiros continuavam a pipocar pela noite.

A oração pode livrar uma cidade ou bairro da influência de demônios?

Crentes Podem Ser Possuídos Por Demônios?

Júlia tinha quarenta e poucos anos. Ela era divorciada e lutava para criar os dois filhos com seu salário. No entanto, ela sempre confiava que Deus supriria suas necessidades. A vida tinha sido difícil, mas a única esperança que a sustentava era sua sincera confiança em Deus. Apesar dessa esperança, por mais de dez anos ela vinha lutando com ataques de depressão, e finalmente começara a fazer aconselhamento. Nos últimos 5 anos, ela havia passado por três conselheiros, mas a depressão continuava.

Num fim-de-semana, um pregador que visitava a igreja onde ela congregava afirmou que crentes podiam ser possuídos por demônios. Júlia sempre fora ensinada que crentes não sofriam possessão, mas o pregador disse que depressão poderia ser um sinal de possessão. Naquela noite, ela deixou a igreja com uma mistura de alívio e medo – alívio porque agora ela talvez conhecesse o seu verdadeiro problema, e medo porque agora ela cria que sua depressão poderia ser resultado de possessão demoníaca. Mas ela não estava certa do que fazer a esse respeito.

Crentes podem ser possuídos por demônios? Qual a diferença entre possessão demoníaca e influência demoníaca?

Crentes Podem Ser Amaldiçoados?

Francisco e Marta estavam finalmente saindo juntos num final de semana para uma "segunda lua-de-mel", mesmo que isso significasse deixar sua filha em idade colegial sozinha em casa. Eles confiavam em Linda porque ela nunca havia lhes dado motivo de suspeita. Agora que ela estava a ponto de se formar, eles acreditavam que já era tempo de lhe dar uma oportunidade de demonstrar sua maturidade. Sem que eles soubessem, Linda planejara dar uma festa durante todo o tempo em que eles estivessem fora. Durante a festa, um grupo de seus amigos, que eram envolvidos com um grupo satânico de rock e ocultismo, escondeu um pentagrama numa gaveta de miscelâneas na cozinha e lançou uma praga sobre a família.

Vários dias depois que Francisco e Marta voltaram para casa, eles perceberam que algo estava diferente em sua vida, mas não conseguiam descobrir o que era. Durante as semanas seguintes, eles notaram que as circunstâncias de sua vida se deterioravam. Coisas deram errado com o carro, e o ar-condicionado da casa teve que ser totalmente substituído. Também começaram a notar mais "bate-boca" entre os membros da família e certa confusão espiritual na família.

A essa altura, Francisco já tinha ouvido de seus vizinhos que houvera muito entra e sai em sua casa enquanto estavam fora. Eventualmente toda a história veio à tona, inclusive a identificação de alguns dos garotos como membros de um culto satânico. Quando Francisco contou a um amigo sobre o acontecido, esse sugeriu que a razão pela qual as coisas não iam bem para sua família era conseqüência de alguma maldição provavelmente colocada na casa pelos satanistas, e que a família deveria passar por um tipo de exorcismo para ser liberta. Isso soou mais como uma superstição boba a Francisco do que um conselho sensato, mas ele começou a se perguntar o que a Bíblia ensina sobre demônios, maldições e feitiçarias.

Crentes podem ser vítimas de maldições ocultistas?

O Controle da Mente Pode Ajudá-lo?

Carlos era um vendedor bem-sucedido. Aos 25 anos de idade, suas comissões do ano anterior lhe renderam quase 200.000 dólares. Além disso, ele estava sendo considerado para uma posição de gerente de vendas. Carlos estava maravilhado com a bênção de Deus em sua vida. Um dia o gerente superior da sua divisão o chamou ao seu escritório. Ele elogiou Carlos pelo seu trabalho e ambição, vendo só qualidades nele. No entanto, ele sugeriu um certo curso rápido que Carlos deveria fazer se quisesse atingir seus objetivos. Ele insinuou que Carlos talvez não recebesse a promoção a não ser que fizesse o curso.

Enquanto Carlos fazia perguntas ao gerente sobre o curso, descobriu que este era planejado de maneira a ensinar princípios de controle mental, melhorar sua memória, e capacitá-lo a influenciar outras pessoas de maneira inofensiva. Um dos resultados mais importantes do curso, segundo o gerente de Carlos, era que ele seria apresentado a um conselheiro espiritual em quem poderia se apoiar e que lhe daria uma vantagem adicional sobre seus competidores.

Será que Carlos está à beira de se envolver com prática de ocultismo disfarçada em técnica de vendas? O Controle da Mente (Atitude Mental Positiva) é uma abordagem bíblica para lidar com os desafios da vida?

Os Demônios Podem Fazê-lo Pecar?

Roberto e sua irmã Susana cresceram num lar cristão e foram bem instruídos nas Escrituras. No entanto, quando Susana estava na faculdade, ela começou a perder seu comportamento espiritual e se tornou morna em relação a Deus. Por vários anos, Roberto vinha orando por ela, e parecia que Deus lhe respondera as orações. Susana passou a freqüentar uma nova igreja que era bem viva, e ela estava buscando a Jesus mais do que nunca.

Isso impressionou tanto a Roberto que logo ele começou a freqüentar a mesma igreja. Ele estava impressionado como aquelas pessoas pareciam agir agressivamente em sua fé e verdadeiramente esperavam que Deus fizesse milagres, sinais e maravilhas como Ele fizera no Novo Testamento. A princípio, Roberto estava cético, mas ele ouviu tantos testemunhos brilhantes de crentes libertos de demônios e agora livres de pecados que os atormentavam, que até ele estava pensando que talvez os problemas que enfrentava com o pecado eram resultado de influência demoníaca em sua vida.

Demônios (espíritos de sensualidade, assassinato, ira, etc.) podem fazer o crente pecar, ou o pecado é simplesmente resultado da nossa própria natureza pecaminosa?

Você Pode Ter um Demônio da Sensualidade?

Guilherme tinha sido iniciado em pornografia desde a adolescência. Através dos anos, ela havia se tornado cada vez mais uma obsessão. Isso se intensificou na época da faculdade quando ele começou a procurar novas maneiras de conseguir suas vibrações sexuais, e descobriu os espetáculos pornográficos só para adultos. No último ano da faculdade, ele foi levado a Cristo através de um ministério para universitários, e por muitos anos o problema de pornografia não o incomodou. Mas depois de casado, ele se achou novamente tentado pelos prazeres dos espetáculos pornográficos e das casas de massagens. O que tornou a situação muito difícil é que agora ele estava no segundo ano de seminário, estudando para ser pastor. Ele simplesmente não podia entender porque não conseguia vencer esse pecado.

Finalmente a culpa se tornou tão grande que Guilherme procurou um dos seus professores do seminário para se aconselhar. Esse professor sugeriu que provavelmente ele estava sendo influenciado pelo demônio da sensualidade, e que ele deveria passar por uma sessão de libertação para se livrar de tal demônio.

Demônios podem causar pecados específicos nas vidas das pessoas? Como os crentes podem derrotar os pecados da carne?

Objetos Pagãos Podem Assombrar Você?

Frederico e Linda haviam pertencido ao comitê de missões de sua igreja por 20 anos. Agora que Frederico finalmente se aposentara, eles viajaram por outros países visitando vários missionários da igreja. Quando voltaram para casa, trouxeram objetos artesanais com os quais esperavam ajudar as pessoas da sua igreja a entender as várias culturas onde os missionários serviam. Então arrumaram os objetos numa exposição de missões no subsolo da igreja. Mas logo uma senhora da igreja os confrontou dizendo que alguns dos objetos que eles trouxeram eram usados em ritos pagãos ou eram ídolos, e que Frederico e Linda deviam destruí-los e purificar a igreja antes que se tornassem vítimas dos demônios a eles associados.

Crentes que andam em obediência ao Senhor podem ingênua ou ignorantemente "pegar" demônios através de objetos associados a práticas ocultas, e se assim for, o que deveriam fazer a esse respeito?

Você Pode Herdar um Demônio?

Sandra crescera em uma família que era profundamente envolvida com práticas ocultas e feitiçaria. Seus pais pertenciam ambos a uma confraria de bruxos que seu avô havia fundado. Sua mãe também era quiromante e astróloga. Seu pai havia, em várias ocasiões, servido como médium para o espírito de um homem que presumivelmente vivera na Índia 20.000 anos antes. Por causa da maneira como Sandra fora criada, isso era tudo o que ela sabia de religião.

Quando Sandra saiu de casa para freqüentar a faculdade, com pouco menos de vinte anos, sua colega de quarto, uma cristã evangélica, começou a lhe falar a respeito de Jesus Cristo, que morrera por seus pecados. A colega de Sandra lhe explicou o que a Bíblia ensinava a respeito de Satanás, demônios, feitiçaria e astrologia. A princípio, Sandra reagiu com hostilidade, mas, durante o semestre, ela aceitou o desafio de ler a Bíblia sozinha. Sob a direção de sua colega de quarto, ela percebeu que aquilo que ela conhecia como religião jamais lhe daria vida eterna e que ela precisava crer apenas em Jesus Cristo para sua salvação.

Depois de salva, Sandra começou a freqüentar uma igreja grande na cidade. Por causa do seu passado, ela ainda tinha muitas perguntas acerca de sua nova fé e da feitiçaria que deixara para trás. Sua colega de quarto sugeriu que ela procurasse um conselheiro da igreja para respondê-las. O conselheiro lhe disse que só crer em Cristo como seu Salvador não era suficiente. Pelo fato de Sandra ter vindo de um passado de ocultismo, ela devia renunciar a todas aquelas práticas e muito possivelmente precisava ser liberta dos demônios que ela herdara de sua família.

Será que a Bíblia ensina que uma pessoa salva de um passado de ocultismo pode ter um demônio que passa de uma geração para outra? Essa pessoa precisa apenas voltar-se totalmente para Cristo, ou ainda ser liberta dos demônios herdados como um passo a mais?

Você Está em Guerra

Cada uma da histórias que você acaba de ler é baseada num incidente verdadeiro, e cada uma representa um perfil do que está se passando na vida de muitas pessoas nos dias de hoje. Cada um desses crentes quer viver uma vida que agrade a Deus, porém cada um enfrenta lutas e oposição diárias em sua caminhada com o Senhor. Pessoas que estão vivendo no mundo de Satanás, mas que transferem sua submissão a Deus, são guerreiros em rebelião contra Satanás. Eles são, no sentido mais amplo da palavra, santos rebeldes. Essa é a essência da batalha espiritual.

Se você é um crente no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, então você também declarou rebelião contra Satanás. Talvez você não se apercebesse disso; talvez você ainda não saiba que a Bíblia ensina ser Satanás o príncipe da potestade do ar (Efésios 2.2) e o deus deste século (2 Coríntios 4.4), e que, antes de você ser salvo, Satanás trabalhava em você como um dos filhos da desobediência (Efésios 2.2). Uma vez salvo, você se tornou um soldado importante na maior guerra jamais combatida, a guerra espiritual pelejada entre o poder de Deus (luz) e as forças de Satanás (trevas). Como vamos descobrir nas próximas páginas, a Bíblia claramente ensina todas essas verdades. Além disso, a Bíblia ensina que cada crente tem que aprender como guerrear nessa batalha. A Bíblia é nosso manual de combate, e nela encontramos as instruções vitais de que precisamos para combater Satanás e seus dois grandes aliados, o sistema mundano e a natureza pecaminosa.

Nas próximas páginas, olharemos para cada um destes três inimigos: o diabo, o mundo e a carne. Descobriremos os grandes princípios que Deus nos deu para derrotarmos esses inimigos em nossa vida pessoal. Veremos com mais clareza o papel do crente nesse drama espiritual. E finalmente entenderemos que nosso conhecimento desses ensinos compreende os pontos fundamentais da vida cristã.

Assistindo os Vídeos do Jogo

Infelizmente, os ensinamentos atuais da grande doutrina da batalha espiritual têm induzido os crentes a se concentrar quase que exclusivamente em batalhas com Satanás e os demônios. Se essa fosse verdadeiramente a ênfase das Escrituras, não haveria problema. No entanto, pelo fato de esse não ser o ponto central das Escrituras, mas apenas um dos aspectos do ensino, essa ênfase em demasia é enganosa e até perigosa. Ela se torna perigosa quando leva os crentes a se concentrar em ataques e soluções em apenas um setor da guerra espiritual, deixando os crentes vulneráveis a ataques dos outros dois setores. A Bíblia comunica claramente que a guerra espiritual acontece simultaneamente em três frentes de combate: o diabo, o mundo e a carne. Devemos agir da mesma forma.

Assim como um técnico de futebol estuda os vídeos das partidas do seu oponente antes de um grande jogo para descobrir suas táticas e estratégias, assim o crente precisa saber as estratégias, táticas e habilidades de seus inimigos antes de efetivamente se rebelar contra eles. Em outras palavras, devemos entender a natureza da rebelião e contra quem estamos nos rebelando, antes de poder entender corretamente o que devemos fazer. Ao examinar as vidas de grandes santos e grandes batalhas nas Escrituras, podemos ver estratégias do inimigo e aprender princípios para evitar ciladas e ataques do diabo, armadilhas do mundanismo, e os impulsos de nossa própria natureza pecaminosa.

Tendo entendido a guerra espiritual da qual fazemos parte, devemos decidir o que fazer. Como viver no mundo sem nos tornarmos mundanos? Como ter vitória sobre a sensualidade da carne? E o que significa resistir ao diabo? Precisamos de discernimento bíblico em como seremos atacados, de maneira que saibamos o que fazer para nos proteger.

A Autoridade Suprema

Muitos crentes hoje estão perdendo a batalha na guerra espiritual porque não têm um conhecimento adequado da Palavra de Deus. Isso tem levado alguns a práticas ocultas, as quais têm sido habilmente disfarçadas como técnicas de auto-ajuda "neutras". Outros têm um pé no mundo e outro na Bíblia, e não conseguem entender porque princípios bíblicos não funcionam para eles. A derrota é comum porque nossas vidas não estão fundamentadas em princípios verdadeiramente bíblicos, mas sim no alicerce movediço da experiência humana.

À medida que pesquisamos boa parte da literatura contemporânea escrita para crentes, descobrimos uma vasta gama de idéias, muitas das quais são mutuamente contraditórias. Tanto os assuntos quanto as soluções diferem grandemente. Temos lido muitas argumentações que parecem boas a respeito de guerra espiritual e que não têm base bíblica para o ensino. Algumas ensinam que crentes podem ser possuídos por demônios enquanto outras ensinam que não podem. Se uma das perspectivas é certa, então crentes devem viver de certa forma e as soluções para o problema devem estar em certa direção. Se a outra perspectiva é certa, então os problemas e soluções oferecidos pela primeira são irrelevantes. Como encontrar nosso caminho nesse labirinto de idéias, e encontrar verdades eternas sobre as quais construir nossas vidas?

Cremos que a Bíblia é nossa autoridade suprema, e que só Deus tem conhecimento e entendimento suficientes, tanto dos nossos inimigos quanto da nossa natureza humana, para nos informar corretamente acerca do conflito espiritual e o que fazer a respeito dele. O crente deve sempre ser como os homens e mulheres de Beréia, que receberam o mais alto elogio do apóstolo Paulo porque não apenas receberam sua palavra, mas examinaram as Escrituras diariamente a fim de verificar seu ensino (Atos 17.11).

A Legítima Fonte da Verdade

Muitos dos erros que têm se insinuado nas igrejas, alguns dos quais se tornaram muito populares, são baseados em má compreensão e má interpretação das Escrituras. Às vezes, isso acontece porque os autores não levaram em conta as línguas originais da Bíblia ou as usaram mal. Portanto, é importante que ocasionalmente consultemos o original grego e hebraico das palavras das Escrituras para mais corretamente interpretar a Palavra de Deus.

Outras vezes, o erro se insinua porque confiamos em interpretações de experiências ou testemunhos pessoais que podem não concordar com as Escrituras. Isso acontece especialmente no que diz respeito a Satanás e aos demônios, e o que eles podem fazer com os crentes. Testemunhos de missionários trabalhando entre tribos pagãs, onde há muita atividade demoníaca, são usados para sustentar certa linha de ensino. Como essas histórias deveriam ser avaliadas, especialmente se algumas dessas ocorrências são usadas para sustentar uma posição e outras para sustentar uma posição contrária? É válido apelar para esses tipos de experiência a fim de encontrar a verdade?

Antes de termos qualquer esperança de vitória sobre o pecado e o maligno, que são parte do nosso universo, temos que entender primeiro o papel da Palavra de Deus. Muito do que é ensinado hoje contém testemunhos de experiência pessoal ou de experiências de terceiros. Temos que descobrir como considerar esse testemunho, e procurar continuamente determinar uma maneira verdadeira, bíblica de encarar a batalha espiritual. A negligência em fazer isso é uma razão pela qual tantos crentes são impotentes na batalha. Ou eles perderam o firme fundamento da Palavra de Deus, ou enfraqueceram drasticamente esse fundamento por confiar em interpretações de experiências que são contrárias ao que a Bíblia claramente ensina.

A Estratégia Mundial de Satanás

Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29). Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante. Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante. Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.

Pouco tempo depois de ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13). Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra. Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial. A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo. Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.

O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.


A Negação da Revelação Divina

O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6). Foi por isso que Jesus chamou Satanás de “príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30). João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).

Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível. Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade. As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro. Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial. Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.

Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.

No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade. Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.

Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves conseqüências na sociedade e no mundo. Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero. Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida. A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas. Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida. Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.


A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.

A Negação dos Absolutos Morais

A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais. O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade. Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.

O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral. Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia. Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.

O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países. Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco. O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma. Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.

A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões

A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade. Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade. Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra. A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.

A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado. Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado. Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente. Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento. Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.

Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo. Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores. Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.

A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.

Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.


A Redefinição da Tolerância

Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância. A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas pacificamente. Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.

Porém, a tolerância passou por uma redefinição. O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei. Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei. Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”. Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão. Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo. [Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]

Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade. Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito. O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.

Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado? Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos? Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.

Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá conseqüências drásticas. As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto. Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?

O Desejo de Unidade

A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade. O Manifesto Humanista II diz:

Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]

O argumento prossegue:

Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana... Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]

À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:

Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]

Finalmente, o documento declara:

O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]

A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível. O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.


O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.


A Deificação da Humanidade

A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade. Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5] O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]

Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade. Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus.

A Guerra de Satanás contra DEUS

A Guerra de Satanás Contra Deus

Para que a profecia bíblica sobre o fim dos tempos faça sentido, é preciso entender primeiro o que aconteceu no princípio de tudo, a fim de saber para onde vamos e por que a história humana caminha nessa direção. Embora o ser humano esteja visceralmente envolvido no desdobramento da história, ninguém vai conseguir entender o propósito e o objetivo dela sem antes conhecer o que Deus revela acerca da esfera angelical. Tudo começou quando Satanás declarou a sua independência de Deus logo depois da criação.

Começa a Batalha Pelo Planeta Terra

Os textos de Ezequiel 28 e Isaías 14 são as duas principais passagens bíblicas que mostram a entrada do pecado no universo por ocasião da queda de Satanás. O capítulo 28 de Ezequiel inicia com um pronunciamento de juízo contra o príncipe de Tiro, que demonstra ser uma referência a Lúcifer, ou seja, Satanás, aquele que realmente atua por detrás desse rei humano (Ez 28.11-19). Os versículos 14 e 15 de Ezequiel 28 dizem: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti”. Apesar de ter sido criado em beleza e perfeição, Satanás, o anjo de Deus mais elevado na hierarquia angelical, caiu em pecado e arrastou consigo um terço dos outros anjos (Ap 12.4,9).

O texto de Isaías 14 é a outra passagem bíblica fundamental para nos esclarecer acerca da queda de Satanás. O profeta registra a famosa declaração de Satanás em sua rebelião contra Deus: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (vv. 13-14). Deus respondeu a tal declaração da seguinte forma: “Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (v. 15). Satanás se tornou o inimigo de Deus, um adversário que se levantou com o intuito de destronar Deus e impedir o plano divino para a história.

Depois que caiu em pecado, Satanás partiu para expandir sua influência através da tentação de Adão e Eva, que tinham sido criados recentemente, para levá-los a se unirem a ele em sua rebelião contra Deus. Em conseqüência da participação de Satanás no engano de Eva a fim de que o ser humano se juntasse a ele na revolta contra Deus, o Senhor amaldiçoou a serpente e a mulher nos seguintes termos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O grande conflito entre a descendência da serpente e o descendente da mulher começou a ser travado a partir daquele momento.

Satanás Difama a Deus

O livro de Jó é o primeiro livro da Bíblia revelado por Deus ao ser humano e, portanto, é o mais antigo livro do cânon das Escrituras. Eu creio que o livro funciona como uma espécie de prolegômeno* da Bíblia. Identificamos o tema geral da história na vida de Jó, um personagem bíblico que viveu antes de Abraão. Naquele contexto, percebe-se que Deus demonstrava alguma verdade ao conselho angelical** através dos acontecimentos na vida de Jó. Apesar das terríveis provações que Jó suportou, Deus abençoou esse homem no fim de sua vida muito mais do que o abençoara no começo, desbancando, desse modo, a falácia da acusação satânica fundamental de que Deus não sabe o que faz. O restante da Bíblia e a história comprovam essa tese com muito mais detalhes que envolvem não somente o povo de Israel , mas também a Igreja e outros grupos de pessoas redimidas.

No começo do relato da história de Jó, quando os anjos (tanto os caídos quanto os santos anjos) compareceram perante Deus, perguntou o Senhor a Satanás: “Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela” (Jó 1.7). À medida que acompanhamos o desenrolar do diálogo entre Deus e Satanás, descobrimos que, apesar de o diabo ter poder para investir contra a vida de seres humanos, isso não quer dizer, necessariamente, que ele possa fazê-lo quando bem entender. Satanás precisa da permissão de Deus para provocar calamidades na vida de um ser humano.

O Senhor iniciou sua conversa com Satanás perguntando o seguinte: “Observaste o meu servo Jó?” (Jó 1.8). Em seguida, Satanás solicitou a permissão do Senhor para causar danos a Jó. Satanás obviamente não pediria consentimento numa questão como essa, se não fosse necessário. O diabo admitiu que Deus fizera uma cerca viva (i.e., uma cerca de proteção) ao redor da vida de Jó e de sua família, proteção essa que o impedia de atacar sorrateiramente a Jó sem a permissão de Deus. Após conceder permissão a Satanás, o Senhor estabeleceu os limites de sofrimento que ele poderia infligir a Jó (cf. Jó 1.12; Jó 2.6).

Durante o diálogo entre Deus e Satanás, o diabo acusa o Senhor de não ser um Deus bom, de não saber o que faz e de ser Alguém que só obtém a lealdade do ser humano porque compra a pessoa com bens e benefícios. Percebe-se que o alvo de Satanás é obstruir o progresso do plano de Deus para que possa provar sua tese de que Deus não sabe governar o universo; na realidade, Satanás acredita que é capaz de governar melhor do que Deus. Essa é a razão pela qual a luta entre a descendência da serpente e o descendente da mulher se trava na história e chegará ao seu clímax nos últimos dias, durante o período de sete anos da Tribulação.

Satanás Ataca Israel

O conflito entre o descendente da mulher e a descendência da serpente concentrou seu foco sobre Israel porque o Messias viria da nação eleita de Deus. Portanto, se Satanás em alguma ocasião conseguisse frustrar o plano de Deus e impedir sua concretização na história, teria atingido seu intento de obstruir o propósito de Deus e teria provado sua alegação inicial de que o Senhor não merece ser Deus, o Altíssimo.

Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus. O objetivo essencial de Satanás é impedir a Segunda Vinda de Cristo. Como ele poderia alcançar esse objetivo? Ele acredita que pode atingi-lo pela destruição dos judeus. A Segunda Vinda de Cristo acontecerá no momento em que a nação de Israel aceitar Jesus como seu Messias e invocar Seu nome para que Ele os salve no Armagedom. Se esse acontecimento milagroso não ocorresse, Israel seria aniquilado naquele momento da Grande Tribulação. Desse modo, o capítulo 12 de Apocalipse oferece uma compreensão clara desse conflito que vem sendo travado há milênios, desde o início deste mundo, e que perdura para se tornar uma questão de extrema importância no ponto culminante da história. O texto de Apocalipse 12 nos mostra que um terço dos anjos caiu em pecado e seguiu a Satanás por ocasião da sua revolta inicial. Entendemos esse fato ao constatarmos que as estrelas nessa passagem simbolizam os anjos (compare com Apocalipse 9.1; 12.7,9).“Essa foi uma guerra no céu que ocasionou a expulsão de Satanás e seus anjos para a terra antes do nascimento do filho da mulher, donde se conclui que tal acontecimento faz parte da história passada. Uma segunda guerra é mencionada em Apocalipse 12.7-9, que vem a ser a última tentativa satânica de conquistar o céu e exterminar o menino após o seu nascimento”.[1]

A segunda parte do versículo 4 é uma clara referência a Satanás (i.e., “o dragão”) que pára em frente da mulher que está para dar à luz (i.e., Israel ), numa tentativa de impedir o nascimento de Jesus, o Messias, o menino ao qual a mulher deu à luz no passado. Satanás não sabia o momento exato do nascimento do Messias, de forma que aguardou com muita expectativa pela vinda do descendente da mulher. A tentativa satânica de “devorar o filho [da mulher] quando nascesse” é vista no Novo Testamento naquela ocasião em que Satanás instigou o rei Herodes a tramar uma conspiração para achar o menino Jesus e matá-lo (Mt 2). Diante do fato de que os acontecimentos históricos envolvidos no nascimento de Jesus faziam parte do conflito angelical, o Senhor advertiu os magos do Oriente em sonho “para não voltarem à presença de Herodes”, pelo que eles, “regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2.12). Satanás estava prestes a incitar Herodes para que este mandasse matar todos os nenês do sexo masculino da faixa etária de Jesus, porém, “tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Mt 2.13). Deus sempre está um passo à frente de Satanás.

Ao longo da história, fatos como os que acabamos de mencionar fazem parte do conflito angelical, da guerra entre a descendência da serpente e o descendente da mulher. Robert L. Thomas faz o seguinte resumo dos principais acontecimentos da história:

As más intenções do dragão para com o filho que estava para nascer à mulher ficam evidentes em toda a história do Antigo Testamento. Indícios da sua hostilidade vêm à tona no assassinato de Abel pelas mãos de Caim (Gn 4.8), na corrupção da linhagem de Sete (Gn 6.1-12), nas tentativas de violar sexualmente tanto Sara (Gn 12.10-20; 20.1-18) quanto Rebeca (Gn 26.1-18), no plano de Rebeca para tirar o direito de primogenitura de Esaú através de uma trapaça, ocasionando a inimizade de Esaú contra Jacó (Gn 27), no assassinato de todos os nenês hebreus do sexo masculino por ordem do Faraó no Egito (Êx 1.15-22), nas tentativas de assassinar Davi (por exemplo, 1 Sm 18.10-11), na tentativa da rainha Atalia de destruir toda a descendência real de Judá (2 Cr 22.10), na trama de Hamã para exterminar os judeus (Et 3-9), e nas constantes tentativas dos israelitas de matarem seus próprios filhos em atos de sacrifício com finalidade expiatória (cf. Lv 18.21; 2 Rs 16.3; 2 Cr 28.3; Sl 106.37-38; Ez 16.20).

A investida de Herodes para matar os nenês da região de Belém (Mt 2.16) e muitos outros incidentes durante a vida de Jesus neste mundo, inclusive Sua tentação, tipificam o contínuo esforço de Satanás para “devorar” o filho da mulher a partir do momento que o menino nasceu. Naturalmente a tentativa mais direta foi a crucificação de Cristo.[2]

A profecia é necessária para que, no decorrer da história, Deus demonstre por evidências que Jesus Cristo tem o direito de governar o planeta Terra e que Satanás não passa de um mentiroso em tudo o que fala, principalmente nas referências que ele faz a Deus. Essa é a razão pela qual Deus planejou acontecimentos proféticos que se cumprirão no futuro e que comprovarão que Jesus Cristo é o herói da história. Maranata!

A besta da terra e o falso profeta


E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. (Apocalipse 13 : 11)

Essa besta tem a mesma autoridade da Besta do mar ( Ap 13:12) , mas essa será formada apenas por 2 líderes que cuidarão do lado espiritual da nova ordem mundial, pois os chifres dessa besta, tal como a besta de 10 chifres (que tem o Anticristo como líder principal), se referem a quantidade de pessoas que estarão envolvidas nessa forma de governo. Esses homens são feiticeiros que se dizem cristãos e conseguem fazer sinais e prodígios (Ap 13:13). São eles que farão o ritual para retirar a besta do abismo para que ela revele seus sinais e a forma da sua imagem para que todos os habitantes da terra o adorem (Ap 13:14), ouçam a sua voz (Ap 14:15) e por fim… criar uma economia portadora do o seu sinal, nome e número do seu nome.

Para que tal economia criada, será necessário a criação de uma ordem administrativa por essa Besta. Ou seja, além de feiticeiros e ocultistas esses dois homens serão grandes administradores exercendo funções executivas e legislativas. Essa instituição também precisa de um grande número de pessoas capacitadas para colocar esse plano de governo em prática usando a besta do mar. Mas não compete a eles seduzirem a humanidade e sim ao falso profeta.

O falso profeta

Os ocultistas não gostam de aparecer na mídia, por esse motivo eles precisam de um outro líder carismático para exercer essa função. O falso profeta precisa ser um falso líder cristão com influência mundial. Isso é necessário por que o cristianismo ainda é a maior religião do mundo. É ele que seduzirá as nações para aceitarem a marca da besta, recebendo futuramente a sua devida punição juntamente com a besta da terra.

E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. (Apocalipse 19 : 20)

A Origem do “deus” estrela Renfã

Todos os demônios que hoje estão atuando no mundo primeiramente foram expulsos do céu durante a batalha entre os Anjos de Deus e os Anjos de Lúcifer.

E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; (Apocalipse 12 : 7)

Quando Lúcifer ( agora satanás) foi expulso do céu ele levou consigo vários anjos que podem ser encontrados em diversas passagens da Bíblia que são: Belzebu, Baal, Legião, Mamom, Rainha dos céus, Renfã, etc.
Renfã não possui a forma de um anjo e sim de uma estrela. A sua descrição encontra-se no livro de atos:
Antes tomastes o tabernáculo de Moloque, E a estrela do vosso deus Renfã, Figuras que vós fizestes para as adorar. Transportar-vos-ei, pois, para além da Babilônia. (Atos 7 : 43)

A estrela Renfã fez parte do trono de Lúcifer devido a sua beleza única, pois não existia outro anjo no céu com essa forma. O trono de lúcifer também era o mais belo e formoso do Jardim do Éden rodeado de objetos preciosos e únicos assim como renfã:
Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. (Ezequiel 28:13)

Existe uma estrela no livro de apocalipse que recebe uma condenação única. Ela cai do espaço sozinha destruindo a terça parte dos rios e fontes das águas:

E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. Apocalipse 8 (10: 11)

Todos os demônios quando foram expulsos do céu foram desglorificados e provavelmente Renfã recebeu um revestimento tão amargo que contaminou as águas, talvez por esse motivo o Apóstolo João descreve essa estrela como um Absinto.
As demais estrelas (ou demônios) simplesmente cairão na terra todas juntas como no vesículo abaixo:

E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. (Apocalipse 6 : 13)